Rapunzel
Uma história delicada sobre liberdade, paciência e reencontro
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Rapunzel
Era uma vez uma menina de cabelos muito longos, claros e brilhantes, que vivia no alto de uma torre cercada por floresta. Seu nome era Rapunzel.
A torre era alta, estreita e solitária. Não tinha escada, nem porta por onde alguém pudesse entrar com facilidade. Lá no alto, havia apenas uma janela. Era por ela que Rapunzel observava o céu mudar de cor, as nuvens passarem devagar e os pássaros voarem livres entre os galhos.
Desde pequena, ela havia sido criada ali por uma mulher severa, que a mantinha afastada do mundo. Sempre que queria subir, a mulher ficava do lado de fora e chamava:
— Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças!
Então Rapunzel soltava seus longos cabelos dourados pela janela, e a mulher subia por eles até o quarto da torre.
Os dias passavam devagar. Rapunzel cantava, costurava, penteava os cabelos e sonhava com o que existia além da floresta. Imaginava rios largos, cidades cheias de vozes, jardins abertos e caminhos sem fim.
Certa tarde, um príncipe que passava pela mata ouviu uma canção vinda do alto da torre. A voz era tão doce e melancólica que ele parou para escutar. Escondido entre as árvores, viu a mulher chamar Rapunzel e subir pelas tranças.
No dia seguinte, esperou que a floresta ficasse silenciosa e repetiu as mesmas palavras. Rapunzel apareceu à janela e, surpresa, viu um jovem desconhecido. No início, sentiu medo. Mas logo percebeu que ele falava com gentileza.
Com o tempo, os dois passaram a conversar. O príncipe contava histórias do mundo lá fora: dos lagos, dos mercados, dos cavalos correndo pelos campos, das festas e das montanhas distantes. Rapunzel ouvia tudo com olhos brilhantes. Pela primeira vez, a liberdade deixou de ser apenas imaginação e começou a parecer possível.
Nem tudo foi fácil. Houve separação, tristeza e espera. Mas o desejo de reencontro permaneceu vivo.
Depois de muitos caminhos atravessados, Rapunzel e o príncipe finalmente se encontraram novamente. E, quando isso aconteceu, ela pôde deixar a torre para trás.
Ao tocar a grama com os pés, sentir o vento livre no rosto e olhar o horizonte sem paredes ao redor, Rapunzel compreendeu que seu coração sempre soube existir um mundo maior.
Sua história passou a ser lembrada como a de alguém que viveu presa por muito tempo, mas nunca deixou de sonhar com a liberdade. E foi justamente esse sonho que um dia a guiou para fora da torre.
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